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quarta-feira, 10 de junho de 2020

Líder católico é acusado de estuprar adolescentes durante o sono


Um líder religioso do Gama, no Distrito Federal, é suspeito de abusar sexualmente de jovens e adolescentes em um grupo de jovens católicos. Segundo o portal Metrópoles, o homem se aproveitava do conhecimento religioso e de encontros para atacar os garotos enquanto dormiam. Elithon Carlito Silva Pereira, 30 anos, foi indiciado dois estupros qualificados. Entretanto, a polícia chegou a receber a denúncia de 12 jovens entre 14 e 21 anos e levou em consideração o testemunho de 11 deles. No total, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) conversou com cerca de 30 pessoas. “Os jovens acreditavam muito nele, pois tinha curso de filosofia e teologia”, explicou ao Metrópoles o delegado Renato Martins, responsável pelo caso. Os crimes teriam começado em 2017. De acordo com a PCDF, o rapaz pregava que Jesus Cristo era homossexual e dava conotação religiosa para conversas sexuais que mantinha com os jovens que integravam o grupo da igreja. O suspeito usaria o poder e o conhecimento da religião e procurava um momento de vulnerabilidade dos jovens. Tom – como o homem é conhecido na comunidade católica do Distrito Federal – trabalhava como líder de liturgia da Paróquia Nossa Senhora da Aparecida, no Gama. Ele planejava cursos individuais de orientação religiosa apenas para os garotos e dispensava as meninas, ignorando-as. A maioria dos abusos contra as vítimas ocorria durante os encontros, sempre na parte da noite. De acordo com o delegado, Tom esperava os rapazes dormirem, depois deitava na mesma cama que eles, se masturbava e tocava os órgãos sexuais das vítimas. As vítimas tiveram narrativas semelhantes e deram aos investigadores informações para traçar o perfil do autor como um homem articulado, meticuloso e detalhista. “Ele consumou o estupro contra dois adolescentes de 14 anos”, disse o delegado. Esses encontros ganharam o apelido de “reunião dos cuecas”, entre o grupo da igreja, pois só garotos participavam. O autor foi ouvido em duas oportunidades, mas exerceu o direito constitucional de se manter em silêncio. Apesar de todas as denúncias, Elithon responderá em liberdade. A corporação chegou a pedir a prisão preventiva do autor, mas a Justiça indeferiu. A reportagem do Metrópoles entrou em contato com ele para comentar as acusações, mas ele não respondeu. O investigado tentou uma vaga no Conselho Tutelar da cidade no último pleito realizado: teve, ao todo, cinco votos.