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domingo, 9 de dezembro de 2018

Itagibá: Vereadores alegam violação de urna e sessão termina em confusão


Em sessão extraordinária realizada nesta última quinta-feira (06/12) para a escolha da mesa diretora, para o biênio 2019/2020, foram apresentadas duas chapas. A sessão foi marcada por tumulto, sobretudo pelo fato da urna está em local afastado, bem como pelo fato dos vereadores não poderem fiscalizar a sala de votação.

Durante o certame, conforme vídeos que circulam na internet, o vereador Lázaro Damacena, o Inho Baiano, foi acusado em plenário de ter fechado a porta da sala de votação e dela sair colocando as supostas chapas trocadas no bolso do seu blazer, fazendo surgir dúvidas quanto a possível violação da urna, que por sua vez não possuía cadeado ou qualquer outro tipo de lacre que impedisse eventual fraude.

A Chapa 1 que foi composta por Adriana Correia, Everaldo Bidú, Manoel Carlos e José Roberto,  além de ser apoiada por  Erotildes Lopes e Junior Fonseca, onde totalizam-se 6  votos a favor, possuía a maioria absoluta de subscrições.

A Chapa 2, composta por Joelson Souza de Novais, Clergivaldo Feliz, Lázaro Damacena, e  Aleandro Santos, além do apoio de Saulo Miranda, contabilizando 5 votos no total.

Contudo, quando da contagem das cédulas, estranhamente, a Chapa 2 venceu pelo placar de 7  a 4 , quando na verdade deveria perder por 5 a 6 , já que a Câmara Municipal de Itagibá conta apenas com 11 Edis. Nesse momento o tumulto se acentuou e, antes mesmo que o atual Presidente da casa declarasse eleita a Chapa supostamente vencedora, a sessão foi encerrada.

Para que a sessão realizada nesta última quinta-feira (06/12) tenha validade é necessária a aprovação da ata pela maioria absoluta da casa, o que provavelmente não ocorrerá, já que os vereadores 1) Adriana Correia, 2) Everaldo Bidú, 3) Manoel Carlos, 4) José Roberto, 5) Erotildes Lopes e 6) Junior Fonseca garantiram que não aprovarão a mesma em razão de supostas irregularidades.

Nos termos do Regimento Interno da casa, a última sessão ordinária deverá ocorrer na próxima quinta-feira (13/12), porém, segundo comentários que circulam na cidade, o Presidente reeleito determinou que o servidor responsável não faça a ata, pois desta forma impediria a reprovação da mesma, o que acarretaria automaticamente na posse da Chapa 2 no dia primeiro de janeiro.

Contudo, caso esses rumores se concretizem, os responsáveis poderão responder pelo crime de prevaricação, previsto no art. 319 do Código Penal, que tem como elementar do tipo “retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal”.

Enfim, o que há de certo em relação a esta eleição é que esse imbróglio trará muita pimenta na moqueca para nosso caro leitor.